Para quando não sei, mas sei que a imponência da rocha é ilusória, efémera. Também ela se desfaz aos poucos até ser grão de areia.
E quantos grãos de areia é uma grande rocha e as coisas que passam e que vão e que ficam e as que saem as que entram as que estão as que são, as que mesmo depois de irem ficam porque não estão, as que não sei se quando vierem estarão e deixarão as outras, será que irão será que não e o que tudo isto importa e amanhã e depois e o que está para vir e o que foi e o que é e o que será e isto e aquilo e outro e aquela coisa e aquelas coisas e ele e ela e aquilo e vais e fazes e isto assim e isto assado e depois aquilo para que isto e o outro porque senão nada. Cigarro. E o dinheiro, é ele. E o outro, também. Mas sem dinheiro não. E então, e então ganha-o. Ganho, ganhas. Ganharás. E pronto. Cigarro. E as voltas á cabeça por causa dele, todas se dissiparão com ele.
E aquilo, estarei preparado, estás, não. Poderia, talvez. E então, mecanismo de defesa.
Seja o que a força criadora quiser.
A partir disto só posso ir dormir. Mas fico a pensar naquilo. E depois, mecanismo desconhecido, preciso de mim urgentemente. Não sei o que me aconteceu perdi-me outra vez a tentar apanhar-me.
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