Vivemos todos num líquido, no mesmo líquido. A partir daí é ter a consciência de que o líquido se move e que nós nos movemos dentro dele. Adquirida essa consciência, o ser está apto a viver. E depois há pontes entres as almas que as ligam no meio desse liquido como canais ou veias de um circuito sanguíneo que por elas passasse. É. O dia nasce quando o gato mia, o cão gane e os passarinhos apitam. Não vejo sol, também não preciso de o ver, sei que ele lá está. Como também sei que estou no mundo que não existe embora não o veja. Então se não existe e não o vejo o que é, como tenho consciência dele, posso não o ver e ele existir sim, agora eu digo que ele existe mas é. Faço essa distinção. Destrinço uma coisa que existe de uma coisa que é. O ser é e nunca pode deixar de ser, não fui eu que disse, existir como existe o mundo que piso, não. Tem uma outra existência, então poderemos dizer que existe com uma outra existência, ou se nos restringirmos à avaliação relativa, que não existe, tendo em conta que para existir teria que estar dentro dos parâmetros da existência do mundo. Quem também não está dentro dos parâmetros de existência do mundo sou eu, e ando cá.
domingo, 28 de novembro de 2010
Diálogos
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olhai e vede
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