Poderão algum dia os peixes sair da água e tornarem-se gente?
Se já o fizeram noutros tempos porque não agora também nesse tempo que antecipas, Eterno retorno, perene devir das coisas onde tudo se modifica, onde tudo marcha rumo à luz.
Palavra sábia e de mestre que oiço repercutida nas ruas do além.
Da consciência e da inteleccionabilidade disto abstenho-me de sequer roçar o comentário, contudo direi que ter a excelência de me tingir d’anjo me agrada de sobremaneira, tenha ainda a pesada, mas perfeita noção, de que sou anjo sim, mas das e nas trevas, ao outro ao branco aos outros brancos e puros eu prostro-me em sinal de observância da lei do pai que é nosso.
O caminho que me separa deles, que nos separa deles, que separa a humanidade dele e dos outros doze do outro lado da esquina é inqualificável inenarrável imperscrutável imprevisível e todas as minhas e as vossas pretensões de o tornar menos qualquer uma destas coisas são em vão e são ilusão.
E o caminho que se estende em frente é feito à medida das necessidades de cada um, numa mistura da necessidade de todos: evoluir.
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