Vítimas vítreas espectrais e profundas espasmam-se de encontro a mim.
Todos levamos muito a sério aquilo que fazemos, são esses espectros negativos e maléficos que entram em combustão produzindo o material para alimentar monstros, os que falam e os que não falam, caras de bebé e indivíduos sem cara, incompreensão e planos divergentes, matéria-prima absolutamente dolorosa e necessária. Tinem de uma dor fina que vibra nos tendões e nos músculos e nos órgãos, vibra marcando um ritmo feito de quebras, síncopes no plano da alma, que se tornam escarpas abruptas e abismos fulminantes um no lugar do outro repetidamente, para cá e para lá a viagem não cessa a dor também não, desprezo e ignoro passo por cima, não confrontes desvia, não fui eu que disse é a alternativa possível, há momentos de expiração exasperada onde tudo sai sob a forma de um bafo tóxico exalado pela bocarra que quer maltratar, que quer destruir até por termo à clausura, que se revolta constantemente e morde as grades com as gengivas em sangue, depois de ter ficado sem dentes. A concentração torna-se impossível, passar para um outro lugar por mais que se saiba, ele sabe, para um espaço tão curto, o conteúdo não cabe em si, jorra para os lados, transborda derramando sobre si mesmo para secar de seguida cobrindo o coração do vulcão que o expeliu que borbulha dentro da caverna tapada pelo recalcamento das explosões. Nada mais que tremores agora, não resta tempo para erupções, como é que as estruturas aguentam, como é que se diz adeus e se cala o grito de morte a esta vida, no lugar de respostas o sono e o tédio que entorpecem a alma e reduzem o infinito a um bilhete de ida e volta.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
olhai e vede
Sem comentários:
Enviar um comentário