Através do sexo e das práticas ilícitas, o aperto no estômago a falta de ar, através das palavras que sei que vão dizer, do clic, o momento certo que deve ser agarrado, as tuas palavras que não quero ouvir, as consequências que quero evitar, as acções, através de tudo, tudo são meios não há fins diz ele, aquele ponto a que se chega sem se saber como e só apetece não perguntar, não saber, por uma vez não perguntar, desta vez desfrutar experienciar as coisas que vêm até mim como eles vêem, sem que eu saiba como, as coisas que procuram, como eles, alguma coisa em mim, ou que a sentem naquele momento em que olho para eles e para as coisas e não digo nada, só aquele momento basta para que eternamente se liguem a mim, para que se abram os portões as portas e as janelas e os caminhos e tudo se abra, para onde vou, não quero saber, desta vez só desta vez não quero saber, não vou perguntar, não vou perguntar o que faço aqui o que virá depois, um momento para que as coisas venham até mim como eles vêem, é qualquer coisa que tenho que ultrapassar, que se atravessa no meu caminho, é tudo o que sei e o que quero saber, não me passará ao lado, porque é mesmo por aqui que vou e o que virá depois não quero saber. Todas as pontas se entrelaçarão no momento devido, até lá que se separe aquilo que necessita de ser separado, indo e vindo até onde for preciso, constatações e planos, fugas e interlúdios, o que é bom o que é mau, eles dizem que me devo sentir bem, eu acredito.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Diálogos
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olhai e vede
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