segunda-feira, 11 de abril de 2011

Diálogos

Não gosto de quando as coisas tomam proporções de bichos papões, é de noite é de dia não importa, vêm assim pequeninas roendo de mansinho, para se tornarem devoradoras avassaladoras, cobrindo tudo o resto como uma mancha negra numa paleta policromática, porquê a mancha, viverei na cor ou no negro, onde está o branco, mistura de tudo, preto ausência de cor, definições que caem por terra, o amanhã que se pensa irreal, na realidade que subsistirá ao dilúvio, viveste novecentos anos e construíste uma arca, para onde levaste a origem das espécies, o último casal de cada uma delas, o que é isto agora, libélulas gigantes poedeiras de ovos, assumir-me plenamente, virar costas sem olhar para trás, estará para breve, será isso que está à frente porque quero isso, então o que está mal, se é que algo está mal, onde está o poder analisador, porque não esperam um momento para que ele venha à flor da pele e eu descubra, andamos para aqui a copiar então não será melhor renegar e deixar criar a quem pode, será melhor ser veículo de criação ou fonte de cópia, serão estas as hipóteses, quem imaginou o jogo, porque é que o tenho dentro da cabeça, porque é que as coisas se tornam papões de dia e de noite e tenho sono nas alturas erradas, o que quero afinal, não sou o único nem estou sozinho, então porque não nos juntamos, o que é preciso, não será esse o caminho e o meu papel, adiantará dizer que quero o meu papel e não um qualquer, mas não quero escolher, ele já está escolhido, não tenho o discernimento agora, quem o teve já escolheu, porquê a ilusão de que se avança, os caminhos sinuosos e as linhas tortas confiança, e tudo o que se pretende, é preciso acreditar em nada, é preciso estar no oposto o que é preciso, onde está o manual de instruções, onde está tudo, mente criações e reflexos condicionados, estou frequentemente farto de tudo isto, mas não sei dizer outra coisa, então e o silêncio esse não chega, não fui eu que disse, o descanso esse não há, também não, será suposto que mude de lugar, verei então mais qualquer coisa, é isso, ou então nada disto e tudo não passou de um ensaio geral de coisa nenhuma.

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