E então o que estiver no caminho será, mas e o poder de alterar o que está no caminho, sim ele existe, daí que tenha de dizer o que tenho de dizer no momento preciso em que o direi, e que mais, esperar, ver que as coisas como estão, estão bem, que nada preciso fazer para as alterar porque está tudo bem assim, ou então pelo contrário que está tudo mal e que nada vou conseguir fazer para mudá-lo, sabemos que é no meio que está o equilíbrio, é isso que se pretende, chegar ao equilíbrio ideia absurda, como se pudesse ser catalogado, deixa lá, fica a transparência, fica o momento certo, fico eu de joelhos perante isto tudo porque tenho necessidade de me por de joelhos e agradecer pelo que está pelo que é, pelo que não tenho de fazer esforço para manter, se é que isso existe, se calhar o esforço também é recorrente e nada há que se consiga sem ele, mas como não fui eu que inventei nada disto, e o que penso é porque já foi pensado, que elações poderei tirar, ou porque espero pela revelação, pela resposta, porque é que não me convenço e mentalizo da minha condição, sim pois, não, o que nos lembramos é do contrário, a criação dele foi outra, essa que temos no sítio que procuramos, o nosso ser, a nossa individualidade sem individualidade, sem ego sem mente sem corpo sem nada, o contrário de tudo isto, o nosso ser, a palavra que não há porque ninguém descobriu ninguém viu ninguém mediu e todos procuram e todos querem e todos perguntam eu pergunto se tu perguntas outras coisas, não perguntas isto que pergunto, mas conheço mais pessoas que perguntam, em verdade não conheço quem não pergunte, a resposta, essa é que parece estar só onde não estou.
Não estarei preparado, onde está o manual, Índia China Buda Cristo apetece-me apertá-los a todos na mão, sim pois pô-los todos dentro do mesmo saco, atado a pedras e jogado ao rio, e agora sem Bíblia sem livro de Mórmon sem mestres sem exemplos,
Copistas somos copistas,
Evoluam lá agora sem nada disto, que é o mesmo que ter tudo isto à disposição porque o caminho é outro e a negação a última a cair compreendem, voltas e mais voltas, até o circo acabar, até a tenda pegar fogo, intenções bondosas e caos, inferno e esferas celestiais e depois o quê, eu tu e eles onde, para quê, qual é o sabor, para onde vai toda esta gente, e de que raça é ele, o diferente de tudo, são raras as vezes a que chego a este ponto, mas quando chego vejo um abismo diferente de todos os outros, e se nada fosse verdade e se tudo fosse mentira e se depois só pó e antes só pó, também não fui eu que disse, mas porque isto menos verdade do que aquilo, mas logo alguém que diz eu sei, porque eu sei, porque eu vi, porque eu estive lá, porque eu faço parte, queres ver e vá de ver e está visto e o abismo ou a visão dele volta lá para de onde veio até a próxima vez que me depare com ela, para quê, voltas e mais voltas até que o circo pegue fogo, até que os tigres ganhem vontade própria ou voz ou asas e desapareçam, depois quem iriam pôr a saltar por dentro dos arcos, ou nos cartazes anunciantes, e se nós nos fossemos embora para outro lado, quem é que cumpriria o plano dele e se ele estiver morto o que é que isso faz de nós e se ele for uma criação da nossa mente e se tudo é uma criação da nossa mente e se nada tem existência noutro lado que não na nossa mente, não, novamente a voz que sabe destas coisas e que diz que não, mas aqui a cara contrai-se, ameaça qualquer coisa dentro do estômago e prefiro calar-me, aqui posso fazê-lo, mas tenho sempre que continuar a falar de outras coisas ou sempre das mesmas depende do ponto de vista, depende de quem leia depende de quem as escreve depende sempre depende, nada é assim ou assado na minha cabeça e o que é depressa deixa de o ser, o que é está à parte e não comunga do restante espaço, desse espaço onde estou forçado a estar permanentemente para fazer isto que não sei bem o que é, para ir ali e pensar e fazer todas aquelas coisas chatas das quais só ficam aqueles momentos de prazer que segundo dizem são patrocinados pelo outro, enfim, por aquele de que ninguém fala e quando falam são excomungados, atrocidados estropiados mutilados, a porcaria e o nojo, as crianças conseguiram fazê-lo sem nojo, conseguiram remexer por entre os cadáveres, procuram Paz encontram corpos sem vida, lixo, destroços poeirentos bafientos e putrefactos, percorro o abismo até onde há caminho, depois o resto é cenário, paisagem apocalíptica do meu enleio.
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