As vidas dos outros como conversas sempre com os mesmos termos, os temas de discussão, se é que pode ser dado esse nome à troca de palavras entre esses seres que vão e vêm de e para as suas vidas, onde está a vida desta gente, o que querem dizer quando dizem, quando falam da vida dos familiares, dos conhecidos como da delas, a desgraça ou a distância impossível, inveja ou preocupação, as vidas onde estão, para onde vão e de onde vieram, o meu caminho dito pelas palavras dela, que proferi e nada que ver com isso teve o que sucedeu como qualquer outra coisa podia ter sucedido, olhos que se revelam observadores que mostram fazer parte de um corpo ou de corpos presentes na anulação de uma suposta linha imaginada em segredo, não falar porque dói se não falar não deixa de doer, que metamorfose é esperada que continuação, consequências raciocínio sequencial, onde está e o que mudou agora, como será a partir disto, o que dirá o outro de tudo isto e será que sei o caminho de volta para o que deixei, claro que quero companhia, então se eu nunca vim para estas bandas e a minha casa está longe, qual delas, a única que tenho. Penso em equivalências em compensações em portas que se fecham e janelas que se abrem, o preço certo para que a roda da vida possa girar, no que aconteceu ontem e na tua visão do que aconteceu e agora o que vês, o que lhe chamarás, será irresponsabilidade, será desvario o que será, azar o que é, e a sorte onde está, o que será alterado ou porque é que alterou, e em ti o que mudou, mudou alguma coisa, era suposto ter mudado, para onde vamos agora, para o mesmo sítio de antes, a táctica o não merece a pena, mais do que isso para quê, não é isso que já aprendemos, aconteceu o que está acontecido e agora, continua continuarão a acontecer as coisas, umas a seguir às outras e nós os agentes e nós no meio delas e nós aqui ainda juntos e para sempre.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Diálogos
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
olhai e vede
Sem comentários:
Enviar um comentário