Talvez sejas parte do meu caminho não sei, talvez não te tenha encontrado por acaso. Penso que não. Estás demasiado dentro de mim e eu demasiado dentro de ti ou então não, não estamos dentro de nada mais do que daquele que cada um de nós criou, feito da substância de si, para apresentar ao outro. Que tens tu de mim, o que é que eu tenho de teu, onde está qual é o sabor os laços quantos são os canais os braços que nos unem quantos são onde estão sob que estruturas assentam, porque te vejo como vejo, porque vi o que vi vivi o que vivi porquê qual é o sabor o saldo é negativo ou positivo, onde está a escala quem a leu, quem a ouviu a ler a quem a tenha lido, onde foi quem estava lá, pode ser que um amigo do amigo tenha ouvido e me diga como que por acaso, aquilo que preciso saber, saber para quê, para me evaporar gasoso nas tuas palavras e tocar o báratro de mim, cuidado com os gestos sôfregos, com as ânsias o espasmo do maxilar, o foco no peito bem ao nível do pulmão ou do coração, dos dois, ou navegando no plasma sanguíneo, como uma nova plaqueta ou célula anónima e clandestina. A água ferve a cem graus centígrados e cem graus é muito quente muito quente muito, para a próxima o corpo reagirá antecipadamente, mantendo-se afastado da água quente a uma distância mínima, aquele se que divide a acção da não acção, vai, vai lá agora é melhor do que daqui a pouco, amanhã porquê se ela está lá agora e esse sentimento é bom, vai já, e depois o reconhecimento, ou lá o que é que virá depois, erro, se disse errou, é assim é assado como é, vamos ver vamos fazer, consequências, porque agora só mesmo amanhã não há outra hipótese e o que está feito está feito e não tem emenda, ou terá, de que servem as conjecturas em cima da bosta, merda mesmo, erro se disse errou cometeu um erro pois porque leu e não viu não disse errou e agora só amanhã e até lá conjecturas e ela não terá razão, claro que tem razão ela tem sempre razão, e tudo isto é tão próximo, mas não pode ser, porque o tempo não pára o resto galopa amanhã acordará aquele que agora vai dormir para que outro acorde para esta realidade que galopa, sim porque é aquilo em que eles acreditam que se torna realidade, a minha adormeceu a nossa escondeu-se e ficou com ele que terá ficado em casa a dormir ou a pensar no erro que cometeu, ele não pode ir ter com eles ele fica a pensar sem orelhas de burro, no meio não no canto, mas fica dorme, outro acorda, quantos são qual é o sabor, quero tudo isto, passado ido e o futuro o que será, as coisas voltam quando são temidas, não era para já não serem cometidos erros, tratar-se-á de uma reincidência recaída já lá estiveste, porque voltaste porque não viste quem foi, não quero saber não o quero reconhecer ele quis apressar precoce o que não se diz, porque transporta, agora já está feito abóbora, não gosto de falar contigo assim, não gosto de te ouvir assim, isto não passará, voltará sob todas as formas até que deixe de existir dentro de nós, porque se existe dentro de ti existe dentro de mim eu estou dentro de ti mais do que dentro de mim e estou aqui e ele foi dormir, sim posso rir sim posso agir, de contrário não poderia é por isto que sou o que sou, senão não poderia ser nada, se é que sou alguma coisa compreendem, é de facto necessário, mas que importa isso agora, ele estará no mesmo sítio e ele vai ter novas forças trazidas do ontem antes do erro e do amanhã depois do erro, é um lapso será engolido, mas voltará. Mas realmente não sei como dizer-vos que é infrutífero. Ponderar conjecturar sobre as consequências de determinada acção, ai para quê, como saber quais são, depois não é bem assim, porque não foi tão grave ou foi mais grave ainda, pensar antes ai sim, sim pensar muito bem antes de fazer e até durante a realização do acto e aqueles actos que se fazem sem pensar e correm bem por assim dizer, então é porque alguém os pensou não, ou é esse inconsciente maior do que o consciente essa parte inactiva noutras alturas que é activada pela despreocupação, digamos assim, como dizer-vos que não vale a pena, não a merece essa revolução que operam ou deixam vir ao de cima de vós, à flor por assim dizer, dirão então mas se isso está cá dentro porque motivo é, de onde vem, ai terá que sair e será essa a altura como reacção a isso que reage, pois é mesmo isso que vos digo que na altura ou fora dela eliminem, será possível pergunto perguntas perguntam eliminar essa e outras coisas como essa, por sê-lo ou tê-lo sido uma vez não quer dizer que agora o seja sempre ou que se possa dizer que é, mas isso com tudo ou com mais coisas, acreditem não é necessário e sim um deve reger-se pelo que é necessário não fui eu que disse o necessário o essencial é quanto baste para que um viva o resto é supérfluo pois sim, algumas flores para animar a paisagem, tudo verde quem o fez porquê o verde e porque é que não o posso mudar onde está qual é o sabor, sim as pessoas perdem-se no novelo do supérfluo. E eu onde me perco, deixem-me ser claro para não mentir dizer-me perdido ou dizer que não sei se estou achado será a mesma coisa, sim falta qualquer coisa serei dependente de tóxicos e não tóxicos, quero dizer a verdade, tenho que me prostrar diariamente diante de uma divindade que não vejo para me sentir bem, é tido que um deve sentir-se bem, a voz diz que um tem de se sentir bem, então um não é feliz, não tem aquilo que pediu pede mais pede mais quando deixarei deixarás deixaremos de pedir, só ele não pede porque já tem tudo, não consigo não, abstrair-me dessa condição que é a nossa, seres imperfeitos em busca perpétua, sim fala-me de caminhos orientação, como saberei, sei o que sinto é como se as tais ideias de que se fala felicidade sentir-se bem é tido que, fossem para mim extensões intermináveis de céu negro daquele de que é feito o universo, o espaço sem fim, terá ele fim compreendem, sei da impossibilidade não sei da possibilidade e a realidade é que só vejo impossíveis que se vão concretizando para mostrar que a verdade ainda está um pouco mais além, não me falem em realização, não me falem de nada se vos mando calar, o que é feito de mim se eu só me vislumbro nas vossas palavras, de quem falo, precisamente disso. Sempre alguém assim por detrás como que acompanhando não sei para quê, mostrando sempre esse espaço sem fim à frente e por detrás de mim, perseguição, sem o ser, uma visão terceiro olho, sem o ser, será que as coisas são o que parecem, o que serão, tudo está aqui tão perto qual é a distância a que se resumem as coisas como dizer-vos sentir primeiro uma coisa e depois outra lembram-se, eu tenho dificuldade e todos eles, voltas e mais voltas mais uma volta, sempre a pensar a todo o tempo, sempre a ver tudo o espaço sem fim e não querer deixar de ver, para passar a não ver nada e depois como seria, tornar-me-ia igual a tantos outros, se a minha diferença reside nisto que me atormenta, porque digo que me atormenta, será a mim que atormenta ou ao que de meu têm os outros, desse espaço entre mim e a ideia de mim dentro das cabeças deles, livre ser livre sem precisar de falar em liberdade, não ter de explicar nada, dizer não falar para quê falar, para quando uma nova forma de comunicação um novo sistema de símbolos, que explique que exprima mais qualquer coisa do que sentimos, que seja mais explícito menos dúbio sim múltiplo sim dual perenemente até quando, o plano dele para nós e o nosso plano para a vida onde está qual é o sabor.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Diálogos
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