E cá estamos nós, raça da vaidade lutando pelo seu pedacinho de horizonte no meio da massa, os fluidos dos corpos dispersos pelo mar juntamente com os óleos e as algas que a maré traz e leva, mar reciclador até quando estarás aí para nos banhar, até quando haverá sol capaz de estarmos debaixo dele. Atenção ao pézinho que levanta areia, é por baixo que ela se quer não por cima, atenção ao pézinho que levanta água, ainda não se quer, lá iremos a seu tempo. O pitéu, a merenda, a sandes mista, olha a batatinha frita e a pipoca, o gelado olá tenénéu o gelado olá, roupas afora imperfeições ao léu que todos somos iguais e o sol a todos banha e o mar tudo recicla.
E agora, pega na última gota de orvalho e converte-a num espelho e compara, o que eras naquilo que te tornaste, confronta-te contigo próprio e atinge o ponto lúcido a visão primeira, no bem é que está o sossego, a paz o teu caminho fomenta-o planta-o semeia-o, vive para ele para que ele seja a tua vida.
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