sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Diálogos

As diferentes posições mostram diferentes prismas e a certeza de que tudo é a mesma coisa, reflexo de um espelho que do lado de lá esconde tudo o que buscamos quando olhamos para o lado de cá. Conforme o grau que não classifico porque não tenho escala, ele classificará, deixo a quem ler o conhecimento devido, conforme o grau um vê mais ou menos do que ele reflecte, se olha muito para o lado de cá vê menos o lado de lá, se olhar menos para cá talvez os seus olhos se habituem e na escuridão se lhe revele uma luz entreaberta na porta de lá que alguém terá esquecido aberta talvez para que ele entre, a construção é invertida, ao tocar o vértice passará para o lado de lá, o jogo é assimétrico, em tudo aquilo que é material está encerrado o gérmen do que não o é, deixe um de ver apenas um lado das coisas, para que outros se manifestem. O que me apetece dizer acerca disto, sim pois, será lícito que um queira, que um deseje ter ao pé de si, do si, as coisas de que necessita, pois se um necessita necessitas, contextos perdidos de textos que não se podem ler, porque não estão aqui para que possam ser lidos, onde estão os textos então, lá, um tem de ouvir a quem os leia, mas para isso precisa conhecer alguém de lá, nem precisa conhecer, basta que oiça, se não conhece passa a conhecer, ó conhecimento, quando um conhece seja o que for, como quando sabe que conhece, quando reconhece revê o que há de novo, onde está a escala, onde está o mapa qual é o sabor, alergias faciais, dores de estômago problemas na próstata, cedo começa o Inverno e mais aquele que se futura, será lícito que um exija sentir-se bem, mais a voz que sempre o exige, sente-te bem deves sentir-te bem, e as condições quais são, qual é o sabor, onde fica a dor salada russa, há pão para todos, não se acotovelem, o que é preciso é ter muita calma nessa hora, e eis que acaba por não se fazer nada, fazem-se contas à vida, que mais se faz, que mais se faz que mais se faz, escuta-se o rol inatingível, deseja-se o que não se tem, deseja-se, fruir é preciso fruir, o quê, o momento, fruir qualquer coisa será lícito, que direitos e deveres, onde está a constituição, quem cumpre os procedimentos, resta-nos o zelo, ordem organização, gostas muito, gosto, gosto muito. Será lícito, um pretender fazer aquilo que sente necessidade de fazer, onde está o dever, não está ele em toda a parte e em tudo o que se faça, não temos em instância primeira o dever de fazer, o quê pergunto perguntas perguntam, cada qual na medida do que sente que deve fazer não será lícito, até porque mais não se faz, o que se faz é mal feito ou feito sem vontade o que segundo a lista é o mesmo que não fazer nada, não fui eu que disse. Digo que será igual isto e aquilo porque a ordem está em toda a parte, a organização, o dever. E ele, o eu de que ninguém fala, o que ninguém sabe dizer, o que carrega o peso todo nos ombros, onde está ele, no meio de nós, precisamente, onde o esquecemos porque não falamos dele, ninguém fala, só por um momento, parar aquele respeito necessário ao entendimento mútuo, utopia dura e crua dentro da minha cabeça compreendem. É verdadeiramente, o que é isso, quem sou eu para afirmar, pergunto e a isso a resposta é, porque vivo, se vivo pergunto, porque não posso afirmar, e negar posso, será lícito negar-me, a quê, ao que não devo é inútil, um atraso retardamento o que agora nego afirma-se-me amanhã nesse amanhã que futuro sob a forma do trauma de vós ó gente, é por vós o caminho, não passarei sem que tu passes não irei a lado nenhum, o jogo, uns dentro dos outros não é brincadeira nenhuma, andamos aqui a brincar às mamãs e aos papás, andas por sítios de mim onde eu não estou, falas para mim e eu não te respondo porque não estou lá, esperas reacções respostas que não chegam estás em partes de mim onde eu não estou, como poderias encontrar resposta, conheces quartos e cantos que não sonho, vives em lugares que eu nunca vi, estão lá porque tu lá vives, é através de ti que chego até eles, até mim, então o que somos, onde estou, através de ti através de vós a única forma de chegar onde a voz me manda chegar, e a ti que manda a voz, será que manda será que pede a bom-tom, vozes de seres ignotos, não quero ver não preciso ver, conhecimento o que és, pecado original, ele quis saber, cisão, porque somos dois se dantes éramos um, quem saiu de quem, galinhas e ovos em amostras de capoeira, quem ensandece de vez tornar-se-á num canal irreconhecível de comunicação com o original, copistas é o que nós somos, não fui eu que disse. As reacções o que são, não quero não as quero reagir assim onde está a borracha que apaga este código, quem me programou essência de sermos humanos, o que é superior, onde está, não preciso ver, não quero ver, onde está a borracha, reacções destas para quê, tudo é a mesma coisa, e para amar o que é preciso saber, esqueçam-me por favor, dá-me a mão, vamos ser felizes, destinos da vida qual é o sabor afinal o que importa o que estamos aqui a fazer quero ouvir-te a ler a escritura que está aí, chamo-te assim sem nome porque te sei e não és nome nem corpo, quem te tirou análises ao sangue, amanhãs inscritos no código, ser maior estar para além da influência dos astros, ritmo cósmico centro de tudo é para lá que caminho caminhas caminharemos, até tu, que carregas nos ombros o peso disto tudo, tu de que ninguém se lembra, o eu de que ninguém fala, ninguém se diz, só máscara, que sonhe o eu uma vez chegar onde quer, que não veja impossibilidades, onde estão elas quem as criou quem as cria, somos copistas já está tudo feito comprem vendam façam negócio, é tudo negócio tráfico contrabando terrorismo armas de destruição maciça, não me calarei enquanto te ouvir, não cessarei não acabará nunca, organização ordem e tu virás até mim, disciplina discípulos onde estão os teus discípulos, estão aqui e ali não se calam, porque te ouvem porque olham para a direita para o lado em que te têm e vêem e ouvem aí está o ciclo eternamente renovado, o eterno retorno da palavra dele foste tu quem o disse não eu, tu és não eu, eu sou porque tu foste porque ele foi porque somos não código genético, programação sim borracha sim, ouvidos para ler dito por ti, por vós ele disse e eu digo somos teus e queremos desejamos pecamos erramos sofremos e ele que faz e que mais devemos fazer para que, o código escondido a verdade velada então é preciso o quê, ler todos os livros e então que mais se faz não se faz mais nada e mesmo assim não chega e ele que nunca leu nada na vida não sabe ler e trás consigo a vida das couves e das batatas a cinza da terra e o sal que sois vós o trabalho, ao trabalho pois sim, pois não importa tudo é a mesma coisa.

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