Espalho-me no ar que respiram que respiras que respiro ouço-me e vejo-me sinto-me posso quase tocar os pensamentos que realizo a serem apanhados pelos outros que de pensamentos vão escassos, congratulo-me por serem meus os pensamentos que vivem, perder o controlo deles parece inevitável, mas nesse descontrolo revela-se-me uma presença oculta, que guia o curso das coisas fazendo-as parecer naturais, como o correr de um rio, se bem que natural é o correr de um rio e a água a cair numa cascata, isto é ser humano, viver: quando encontraremos o juiz com autoridade para nos dizer se vivemos bem ou mal, humano não poderá ele ser, não pode ser um de nós, mas pode efectivamente estar no meio de nós, e está, aonde não vos sei dizer assim.
Não vos sei dizer, não me sei dizer, ainda vou dizer muitas coisas, até que diga realmente aquilo que quero dizer, e posso nunca chegar a dizer realmente aquilo que querem ouvir.
Onde está, ponho a mão nos dois chacras mais afectados, assim os sinto, os dois perto um do outro, o ultimo e o penúltimo de baixo para cima, não digo que os outros não estejam afectados, não os sinto, não sei da sua evolução, ó kundalini onde andas tu, que te verticalizas dentro de mim e apontas para cima, sinto-te retorcer entre o primeiro e o segundo a contar de baixo, a ânsia o desejo que nunca se satisfaz, és tu que te mexes dentro de mim, queres a libertação, queres que cante para ti e te encante, para que levantes a cabeça e te ergas verticalmente dentro de mim.
Reboliço agitação aparelho digestivo indisposições gastrointestinais farofa maconha mesclado terrorismo al-quaeda bin laden cortar o pescoço à avó deitar tudo para trás das costas fechar a porta arquivar, arquivar dá-me uma sensação de sono, arquivo porque gosto de me passar pelos arquivos e gosto de ordem e progresso gosto, não sou brasileiro mas gosto, ele que disse eles que escreveram, quanto gostariam, indiferentemente a isso estão a ordem e o progresso, que têm existência própria, animada por aquela presença que não vos sei dizer, porque a outra não se diz, não se pronuncia o nome, porque não esta, porque será, e assim não se fala, e torna-se oculto, mundos ocultos, com e sem almas com e sem corpos mundos ocultos que mundo vês vêem em que mundo vivem vives quantos são quantos são venham todos venham todos serás o primeiro a fugir, não terás medo de ninguém, para que lado pendes, qual a opção que é tomada antes que a tomes, aquela aquelas as que nada podes fazer és assim pobre rico és o que és, sê, conseguirás ó que fito ó que karma ser, porque o não ser não existe e quem não é está enganado, tu, desculpa-me, mas é isto que penso, di-lo-ei, ai que gana desenrola-te, ó cobra sagrada, faz meus os teus olhos e deixa-me ver através de ti, mostra-me ao menos como libertar-te, como erguer-te como encantar-te, cantarei sim cantarei ao mundo a ti a ele e a eles cantarei assim de maneira a que só tu oiças.
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