É
mais do que um sentimento, é uma necessidade.
Algo
de ignoto, mas que tento descobrir, que se me confronta com o passar do tempo,
consoante a maneira como reajo, as escolhas, as decisões, a inércia ou a
vontade.
Vontade
de fazer algo, vontade de voar de crescer de esticar de ir mais alto, ver mais
além, equilibrar os opostos, racionalizar sem deixar de sentir, unir construir
fruir.
Trabalhar
para alcançar objetivos, concretos e definidos, palpáveis, porém iluminados
pela verdade.
O processo é contínuo, a luta aparentemente interminável.
O processo é contínuo, a luta aparentemente interminável.
Porém,
para lá dos obstáculos, para além das peças irrevogáveis e dos peões obstinados
existe o amor. Essa força benigna que só descansará quando todos passarem, que
não se contenta em estar sozinha, precisa acarinhar afagar abraçar, dar de si
ao mundo aos outros e à vida, numa simbiose que define quem vamos sendo.
Definir quem somos encontrar a verdade no mais profundo, acreditar que somos
merecedores e portadores de algo único, todos, cada um de nós, é um salto de fé
a que a vida nos obriga, porque nos dá a hipótese de escolher o contrário e de
nos enganarmos, ludibriarmos, cuidarmos que é isto e afinal pode não ser bem
assim, incoerências e incongruências de quem se perde em si mesmo, iludido
pelos reflexos opacos dos outros, deslumbrado por promessas e facilidades sem
consequência.
Ó consciência
de mim, ó capacidade de discernimento, de a todo o tempo distinguir,
racionalização do absurdo, sem sentir nada faz sentido.
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